Casamentos Hard Rock Riviera Maia - Cancun/MX

Victor e Rodrigo

Mais uma vez eu me deparo na frente da tela em branco tentando descrever tudo o que passei e senti nesses três dias. Eu posso começar dizendo que minha primeira sensação foi de ansiedade. Muita ansiedade. Um casamento gay em outro país e, pela primeira vez, eu fotografaria sozinho.


Aliás falando em casamento gay eu já quero tirar esse assunto da frente. Apesar de muitas pessoas não acharem, eu só quero dizer o seguinte: o casamento gay é normal. O problema do mundo e a causa de muito sofrimento é achar que determinada manifestação de amor é mais certa ou errada do que outra; é mais ou menos especial do que outra. O amor é especial por si só e isso já basta para ser celebrado. O fato de duas pessoas se encontrarem no meio de outras 7 bilhões e 600 milhões e formarem uma família; isso sim é mágico.
E foi esse encontro, tão comum e ao mesmo tempo tão improvável, que eu testemunhei. O encontro dessas duas pessoas incríveis (e tão diferentes entre si!), o Victor e o Rodrigo.


O Victor é a sensibilidade em forma de pessoa; é aquele cara que vai sentar do seu lado e vai ter assunto por horas e horas. Me mata de vergonha saber que ele vai ler esse texto, pois sei que ele é um grande escritor (ao contrário do Vítor aqui que só despeja palavras aleatórias) e já deve ter encontrado dezenas de maneiras melhores de escrever esse texto. Cada um com o seu dom né.
Eu senti que o Victor é o lado controlador do casal, que planejou cada vírgula desse casamento e depois me enviou o briefing mais detalhado da história de todos os casamentos.


O Rodrigo é o nerd, o cara das japonesisses e dos games. O cara das exatas que no fundo é muito humano. O engenheiro que fez todo mundo chorar e sorrir com palavras super sinceras e sábias. Ele disse que um relacionamento é como pular um muro muito alto sem saber o que vai encontrar do outro lado e, no caso dele, ele encontrou salvação, proteção e desafio. No fundo eu me pareço muito com o Rodrigo, eu só não tive a sorte de nascer alto e bonito hahaha. Mas a sorte que temos em comum é que ambos achamos a pessoa perfeita no outro lado do muro. Ele achou o Victor, eu achei a Ale.


Queridos eu agradeço muito pela oportunidade de ter vivido com vocês essa história e pelo desafio e responsabilidade fudida que vocês confiaram à mim. Eu voltei desse casamento uma pessoa e um fotógrafo melhor.


by Vitor



Props:
Para o meu amigo Batuta que foi meu companheiro nesta trip e que com certeza voltou pra casa com um dos melhores vídeos da vida.
Para a Ju Schneider que foi uma cerimonialista impecável e fez tudo acontecer sempre com um sorriso no rosto.
Para a Welcome Weddings que organiza esses casamentos lindos.


Slops:
Para as 10 pizzas que eu comi nesses três dias e que me fizeram passar mal.
Para a cia aérea United Airlines que me deu um assento com a TV estragada tanto na ida como na volta (qual era a chance!!).